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DA GUERRA E DO AMOR


Se ao menos fosse guerra aquele adeus,
O fim de um mesmo amor que fora insano,
Talvez não me restassem mais os teus
Vestígios nas lembranças que ainda amo.

Talvez se um ódio imenso fosse a cura
Final daquela dor de amar-te ausente,
Meu corpo adormecesse na procura
Sem rédeas da razão cansada e crente.

Mas, eis que a indiferença não demora
E amar-te é não dizer que sei agora
Que é sábio quem amou e não reclama:

A dor da solidão em quem odeia
É a mesma dos amantes, pois rodeia
O medo de perder a quem se ama.

(poema de 1998, publicado em 2004 no livro "Violoncelos")

Emerson Batista

3 comentários:

Edna Moda disse...

Parabéns pelo seu blog que foi mencionado no blog que indica blogs http://ednamoda.blogspot.com/

Anônimo disse...

Adorei PAI.

ੴиαиi ੴ disse...

Ai lindo Eme... como sempre!!!

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