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Sete Vidas


Depois de esperar a chuva passar, corri até meu carro na volta para casa. Estava estacionado numa espécie de gramado que cresceu num terreno baldio ao lado do escritório da empresa. Qual não foi minha surpresa ao encontrar Tom, meu gato perdido há mais de 10 anos em outra cidade, escondendo-se da chuva debaixo do meu carro. Logo que me viu, fugiu silenciosamente e sumiu no meio do mato baixo. Fui atrás, molhei a barra das minhas calças e as enchi de carrapicho, em vão. Ainda liguei minha câmera para tentar vê-lo novamente e provar que era ele mesmo. Em vão, logo que desliguei a câmera ele reapareceu, porém já longe, em seus malhados brancos e pretos. Entremeou-se em uma moita densa e distante. Não tive dúvidas que era ele que veio me trazer algum sinal, ou levar embora o que restava dele em mim.

* * *
Para conhecer a história de Tom, leia http://despoema.blogspot.com/2010/10/telhados.html

Emerson Batista

3 comentários:

Rosângela Monnerat disse...

Há muito não lhe escrevo aqui.
Mas não sou um gato fujão!
Os gatos partem sem aparente razão. São assim, queridos, e até ficam nos registros de saudade, como relatos que não tem fim.
Sim, acho que as sete vidas de um gato funcionam como uma espécie de vale a pena ver de novo, ou vir de novo, ou viver de novo. Como quem não cansa de tentar sobreviver.
Acho mesmo é que você ainda não fechou esta página em que sempre cabe mais uma vida, e mais um.
E nem tampouco seu gato.
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Beijo!

Van disse...

Você e seus animais, estou adorando conhece-los o Puppy é inesquecível agora seu gato.

Abraços!

Linda loira e má disse...

Acho que quando a gente ama realmente,independente de ser bicho,homem ou mulher,o objeto amado nunca sai da gente.Adorei o post my dear.

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