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RETRATO

Venus / Moliere


Amar-te até o fim, tão de repente,
É estar um pouco acima dos mortais,
Depois de dissipar completamente
As sombras dos temores desiguais.

No bálsamo que espalha o seu perfume
Nas almas esmagadas, ressequidas,
Escondem-se as ninfas que o ciúme
Dá vida enquanto enleva nossas vidas.

Assim, na luz dos mundos que admiras
Percorro vales, morros, velhas liras,
Buscando teu retrato aos quatro ventos.

E vejo ao dissipar a sombra enorme,
No vulto da saudade já sem nome,
Teu rosto esvanecer em pensamentos.

Emerson Batista

3 comentários:

Naty disse...

Lindo soneto, pai!

Maria Maria disse...

Lindo soneto, lindas imagens e tudo lindo. O Google!!!! LI o cigano de si mesmo. Saudade e obrigada pela visita. Beijos

Batista & Crianças disse...

Todo o blog esta lindo, mais esse soneto tocou minha essência ele é realmente lindo.
Um grande abraço em toda familia.
E que a benção de Deus seja sobre vocês.

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